ANO 10 - VOL. 2 - N. 15 - DEZEMBRO 2009
Segurança da vida, uma questão artística?
Dolores Galindo
Dolores Galindo (UFMT, Cuiabá, Brasil) é doutora em psicologia social PUC-SP, com estágio
doutoral na Universidade Autônoma de Barcelona, havendo defendido a tese ilustrar,
modificar, manipular: a arte como questão de segurança da vida; professora do corpo
permanente do Mestrado em Estudos da Cultura Contemporânea da Universidade Federal
de Mato Grosso; pesquisadora nos grupos Práticas Discursivas e Produção de Sentidos –
PUC-SP e Estudos do Contemporâneo (UFMT). / doloresgalindo@ufmt.br
Resumo
A partir da segunda metade do século XX, museus, galerias e artistas
passaram a se deparar com regulamentações, voltadas para a garantia
da segurança da vida, criadas de acordo com problemas e princípios
característicos do universo tecnocientífico. Considerando duas controvérsias
em torno dos trabalhos dos artistas Ron Athey e Eduardo Kac,
sugiro a necessidade de analisar para além dos momentos espisódicos
de controvérsias, as questões colocadas pela arte à racionalidade que
orienta a bioética e a biossegurança.
Abstract
From the second half of the twentieth century, museums, galleries and artists began to meet
with regulations aimed at ensuring the safety of life created in accordance with principles
and problems characteristic of the technoscientific universe. Whereas two controversies
surrounding the work of artists Ron Athey and Eduardo Kac, we propose that it is necessary
that the issues raised by the artistic rationality that guides the bioethics and biosecurity
are tested beyond the episodic moments of controversy.
Palavras-chave
Arte, corpo, segurança da vida.
Keywords
Art, body, life’s security.

Revista Concinnitas
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